RELATÓRIO DO PROJETO

Tuesday, October 17, 2006

RELATÓRIO DO PROJETO MEU BAIRRO MINHA HISTÓRIA

No primeiro momento da aula a foi feito o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos, relembrando a comemoração do aniversário da cidade de Salvador, na escola. Uma das apresentações foi sobre o bairro de São Caetano, os alunos da 1ª série apresentaram uma música, contendo informações sobre, o bairro. Foram feitas algumas perguntas sobre essa apresentação: Se os alunos lembravam das informações que foram passadas através da música? Que informações foram essas? À medida que os alunos falavam a professora registrava no quadro. A professora perguntou se eles conheciam outras informações que pudessem ser acrescentadas às do quadro, não houve nenhuma outra contribuição, então a mesma perguntou para a turma se gostariam de conhecer mais um pouco da história do bairro, todos concordaram com a proposta. Nesse sentido:

É importante que as aulas iniciem com os conhecimentos que a criança já traz para a escola, incentivando-a a aprofundar o seu saber a partir do que já conhece, mesmo que, em alguns casos, os conceitos iniciais sejam inadequados e se modifiquem. (BORGES e MORAES,1998, p.16)

Dessa forma o professor poderá problematizar situações dando subsídios ao aluno para que este reflita, e é neste momento que ocorre o estabelecimento de relações de suas próprias concepções com as novas,
No segundo momento a professora contou a história do bairro de São Caetano, tentando estabelecer a todo o momento relação entre a história e a situação atual do bairro. Um aspecto interessante desse momento foi quando a professora contou que o bairro era parte de uma capitania hereditária, os alunos logo fizeram relação com o conteúdo de História trabalhado na unidade anterior, eles consideraram esse um dos pontos mais importantes da história, enfatizando que “agora sim o conteúdo havia ficado mais próximo deles.”
Nós professores temos, como desafio de observar cotidiano e sua dimensão e, ao mesmo tempo, resta-nos a incumbência de encontrar meios para que a história não seja apenas um conteúdo com características de organização cronológica, sem articulação com as histórias pessoais, do bairro, da cidade, do mundo. Nessa articulação, compreender as rupturas que ocorrem no desenvolvimento da temporalidade histórica de cada aluno, de cada sujeito. Segundo os PCN’S (1998 p.12 )

O ensino de História deve envolver relações e compromissos com o conhecimento histórico, de caráter científico, com reflexões que se processam no nível pedagógico e com a construção de uma identidade social pelo estudante, relacionada às complexidades inerentes à realidade com que convive.

A noção de tempo e espaço são características do período formal e o ensino de História traz este delicioso desafio que é trabalhar a História e todo seu contexto, procurando a sua concretude e possibilidade de significação com crianças. Assim, o desenvolvimento cognitivo e, portanto, da temporalidade histórica depende da cultura que fornece ao indivíduo os sistemas simbólicos de representação da realidade e, por meio deles, o universo de significações que permite construir uma ordenação, uma interpretação dos dados do mundo real.
No terceiro momento da aula a professora pediu para que os alunos se organizassem em grupos. Foram entregues três questões (anexo) para que respondessem, usando uma dinâmica diferente, uma espécie de entrevista com o colega do seu grupo. Após a realização da entrevista com o colega foi solicitado que construíssem um pequeno relatório em grupo, com base nas informações adquiridas.
Durante a entrevista notamos que os alunos sentiram um pouco de dificuldade, para colocar a opinião do colega nas respostas, muitas vezes quando não concordavam com elas. Nesse momento tivemos que parar um pouco para refletir sobre a importância da opinião do outro. Na construção do relatório sentimos o quanto foi importante para eles verem suas opiniões e nomes no documento.
Nessa perspectiva, a pesquisa de opinião teve um significado especial para os alunos, ao elaborarem a esta pesquisa os alunos tiveram necessariamente que se posicionar e, com isso, participaram do processo. Ao conhecer as opiniões de outros e compará-las com as suas, tiveram oportunidade ainda de se conscientizarem sobre como as visões de mundo são construídas socialmente, por meio de influências, acordos, conflitos e negociações.
Sabemos que o individualismo se mostra bastante acentuado nas escolas e que a própria escola alimenta isso, não incentivando para que seja diferente. Podemos constatar que, em muitos dos procedimentos das crianças, principalmente na montagem, na organização de suas pesquisas, enfim, na interação onde discutiam seus interesses, há necessidade de investigar melhor a respeito do partilhar e do trocar idéias e saberes entre as crianças.
Esta situação nos levou a refletir, como educadoras, que uma proposta de investigação seria uma possível contribuição de procedimento cooperativo, como proposta de interatividade neste contexto. Os nossos alunos não constroem sozinhos seus conhecimentos. O caráter construtivo da aprendizagem só aparece na interação mantida com professores e colegas.
A construção do conhecimento ficou evidenciada durante o período de estágio onde procuramos inovar, aguçar a curiosidade do aluno, criando situações de aprendizagens, ou seja, fazendo com que o aluno pudesse criar sentido no que estava sendo proposto nas atividades, diferente dos trabalhos que muitas vezes estávamos acostumados a propor que geralmente serviam para ajudar na avaliação do bimestre, onde o tema era determinado, e as crianças, muitas vezes, copiavam aleatoriamente o que encontravam sobre um determinado tema, sem nada aprender.
Ainda em grupo os alunos construíram um gráfico, sobre a quantidade de alunos que conheciam e que não conheciam a história do bairro, a maioria dos alunos não conheciam. Após serem realizadas as atividades em grupo, os alunos socializaram com a classe os dados obtidos através do gráfico e fizeram a leitura de seus relatórios, nesse momento vimos os seus olhinhos brilharem, ao ser mencionado seus nomes e opiniões.
Constatamos que naquele momento que oferecemos oportunidades para que as crianças pudessem ir a frente falar, elas tiveram oportunidade de ver suas opiniões sendo validadas, o que valorizou, sobretudo valoriza a sua auto – estima. Nesse nos certificamos de que era uma turma ativa, pronta para os desafios da pesquisa.
Consideramos que, trabalhar com as idéias das crianças, discutir as suas significações é necessário. Não importa que seus conceitos sejam provisórios, imprecisos, em evolução, mas é o próprio trabalho mental envolvido em sua elaboração que interessa desenvolver.
É preciso portanto repensar o processo educativo. A educação já não pode funcionar como uma “fábrica de ensino”, cujo os produtos eram estampados no formato de antigos paradigmas considerados como verdadeiros, certos e bons. É preciso educar não para o acúmulo de informações, muitas vezes, alheias e desnecessárias. A educação, concebida numa perspectiva contemporânea, desenvolve-se num processo consciente e constantemente preocupado com o processo escolar, o movimento, o dinamismo, a flexibilidade que idealiza um aluno crítico, envolvido em sua própria aprendizagem. Assim, é preciso trabalhar, vendo o aluno como uma pessoa inteira, com sua expressão, seus sentimentos, sua criatividade, capaz de construir conhecimentos. Por isso, compartilhar é a palavra-chave.
No quarto momento dessa aula, a professora retornou as primeiras informações listadas no quadro, perguntando aos alunos, se essas informações poderiam ser ampliadas. Eles foram citando outras informações, a partir da história lida, acrescentando às já existentes. A professora ainda, falou da existência de antigos blocos carnavalescos, que foram muito importantes para a cultura do bairro. Foi proposta para os alunos uma pesquisa de campo, a ser realizada com os pais, avós, ou moradores antigos da comunidade, a fim de conhecer mais um pouco sobre esses blocos. O desafio foi aceito pelo grupo.
À medida que participaram das decisões sobre o que e como pesquisar, alunos e alunas estiveram mais motivados para assimilar as informações obtidas. Integrando essas informações a seus conhecimentos e com certeza as empregarão para ampliar a visão de mundo e conseqüentemente orientar suas ações.
É importante salientar também que a escola só realiza plenamente sua missão quando se coloca a serviço não apenas dos estudantes, mas de toda a comunidade, relacionando-se também com outras escolas e organizações locais. Ao abrir-se para a comunidade, ao refletir sobre seus problemas e ao dar as respostas que estiverem ao seu alcance, a escola estaria cumprindo um papel de centro irradiador de educação e de ação cultural.
Nessa primeira etapa de atividades percebemos uma grande motivação por parte dos alunos, todos estavam muito envolvidos nas atividades, querendo dar a sua colaboração. A orientação para os grupos era que cada um deveria ficar responsável por uma tarefa a fim de que todos tivessem a oportunidade de participar.
Compreendemos que o desinteresse das crianças por determinadas atividades tem a ver com a relevância de muitos conteúdos que compõem os currículos das disciplinas e que muitas vezes não são imediatamente perceptível para os alunos. Por isso, aumentamos as chances de que se interessem pelos conteúdos quando criamos situações que os levem a experimentar certos conceitos e procedimentos em ação ou quando os levamos a tomar uma posição pessoal a respeito de um tema. Desse modo, é provável que estabeleçam relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos que já possuem, realizando aprendizagens mais significativas.
Na segunda etapa do projeto, após realizadas as pesquisas, os alunos socializaram com o grupo os resultados, expondo as dificuldades e surpresas encontradas,os alunos que não sentiram motivados e não trouxeram material se mobilizaram a partir da socialização das pesquisas dos outros colegas.
Este partilhar dos resultados da pesquisa realizada tornou a turma cada vez mais unida, desenvolvendo um processo de socialização nas pesquisas. Cada aluno fez apresentações de pesquisas aos demais. O que mais nos chamou a atenção foi a ajuda mutua entre eles quando um dos alunos do grupo enfrentava dificuldade.

Quando um enfrentava dificuldades os outros auxiliavam. Acredito que o compartilhar, idéias ou afetos, auxilia os alunos tanto em crescimento nas questões de relacionamento pessoal, quanto em conhecimentos.
Fizemos então a tabulação dos dados, construindo uma tabela com os nomes dos blocos entrevistados e um gráfico com o número de pessoas entrevistadas. Em seguida, a professora pediu para que a turma se organizasse em grupos e escolhessem um ou dois blocos para a confecção de um álbum. Neste material deveria conter, o levantamento da pesquisa, relatório e fotos. Os alunos não conseguiram fotos, no entanto, a partir da informação contida na pesquisa sobre as fantasias dos blocos, pedimos que imaginassem como seriam esses blocos fantasiados e desenhassem.( modelo anexo).
Nesse mesmo dia foi proposta para o grupo a realização de uma entrevista coletiva, com uma das pessoas entrevistadas, logo definimos que convidaríamos cinco pessoas, porque os alunos já acreditavam havia possibilidade de algumas pessoas comparecerem e outras não. Outro critério para a escolha foram às respostas das pesquisas em que alguns não demonstravam ter domínio sobre o assunto.
Na terceira etapa, foi escolhida com os alunos a melhor maneira de convidar a pessoa para ser entrevistada, se por carta ou pessoalmente. A turma optou pela carta. A professora então retomou o conteúdo correspondência falando sobre os tipos de correspondência e os elementos constitutivos da correspondência. Após relembrar o conteúdo, os alunos com ajuda da professora construíram coletivamente uma carta. Nesse momento, uma aluna ficou responsável pela escrita da carta, acatando a opinião dos outros colegas sendo mediados pela professora.
Na quarta etapa do projeto foi feito o planejamento da entrevista coletiva na escola. Foram classificadas as questões a serem feitas aos entrevistados. Os alunos escolheram treze questões que deveriam ser entregues aos entrevistados com antecedência para que pudessem se preparar para as respostas, e assim foi feito. Em seguida foi escolhida a comissão de alunos que iriam receber os convidados, orientados pela professora, discutiram a melhor maneira de receber esses convidados. Foi realizada a escolha de uma aluna para fazer os agradecimentos. O texto de agradecimento foi escrito coletivamente.
Ainda nessa etapa estabeleceram-se normas de comportamento do grupo, durante a entrevista como: olhar para quem estar falando, não interromper quem está com a palavra, não fazer comentários paralelos, anotar as dúvidas para esclarecimentos no final.
Foi definido um grupo de quatro alunos para serem os entrevistadores, a definição foi realizada por sorteio, visto que um número de alunos que se propuseram a participar excedeu ao limite estabelecido. Na conclusão dessa etapa a professora falou sobre a preparação do ambiente da sala de aula para a realização da entrevista, sugerindo a disposição das cadeiras em círculo para facilitar a comunicação entre entrevistado, entrevistadores e ouvintes.
Conseguimos confirmar a presença de três pessoas da comunidade para serem entrevistadas, porém somente duas compareceram, estavam presentes na entrevista alunos de outras turmas da escola, pais de alunos e a diretora da unidade escolar.
A entrevista que denominamos “Bate papo cultural”, deu-se início com a apresentação de pequeno vídeo intitulado a canção dos homens, logo após a professora, falou um pouco sobre o vídeo que trata da valorização da cultura de um povo, fazendo alusão a valorização da cultura local. E nessa perspectiva:
"A partir da distinção entre vida vivida e vida contada, é fundamental romper com o dogmatismo das narrativas históricas, sempre parciais e interessadas. As séries iniciais do ensino fundamental devem levar o aluno a pensar historicamente, isto é, na perspectiva do decurso do tempo, sendo aí fundamental o estudo da história da família e da história de vida do aluno, identificando-se, em decorrência, certas regularidades que remetem à organização mais ampla da sociedade e percebendo-se as mudanças culturais". (CALLAI, 1995:37 ).


Dessa forma entendemos que precisamos valorizar a realidade vivida pelo aluno. Não só aquilo que viveu diretamente, mas também indiretamente, através de sua família e/ ou de seu meio social.
A professora falou um pouco sobre as etapas do projeto, “Meu bairro, minha história”, a participação e o empenho dos alunos, que através do processo de pesquisa puderam descobrir novas verdades, questionando, participando, criticando e apresentando também as suas sugestões, falou sobre e a importância do resgate da história do bairro as contribuições desse trabalho na valorização da realidade vivida pelo aluno. Em seguida foram apresentados os convidados, os entrevistadores e os pais presentes no evento.
Após as apresentações deu-se início à entrevista, foram três rodadas de perguntas e respostas. Os entrevistados foram avisados previamente sobre como iriam proceder essas rodadas, ou seja, a cada pergunta os dois responderiam, podendo haver contribuição , de ambas as partes após cada uma delas. Durante a entrevista os alunos se comportaram exatamente como foi combinado durante o planejamento da entrevista, olhando para o entrevistado durante as perguntas, não interromperam em nenhum momento a fala dos convidados, daí a importância dos combinados.
No final das perguntas, os entrevistados falaram um pouco sobre a importância desse projeto parta os alunos e para a comunidade, enfatizando que “a iniciativa foi muito boa e que deveria ser transformada num evento maior em que toda à escola e membros da comunidade local pudessem participar”. Foi aberta a oportunidade para os pais presentes se colocarem a respeito do evento, e o pai de uma das alunas, salientou que “os pais deveriam estar presentes para sentir o que ele estava sentindo, confessou estar emocionado, pois não conhecia parte das informações que foram passadas, e que os pais deveriam assumir esse papel , de contar para seus filhos a história e de estar buscando o conhecimento juntamente com eles.”
Uma das alunas trouxe também o seu depoimento a respeito da realização do projeto, afirmando que adorou ter participado das atividades, pois o tempo inteiro ele teve a oportunidade de construir com isso confessa ter aprendido muito. E para finalizar uma aluna fez os agradecimentos (texto em anexo), estendendo os agradecimentos às professoras que desenvolveram essas atividades, pelos momentos ricos que foram proporcionados.
Durante o desenvolvimento do projeto de pesquisa compartilhamos saberes, trocamos informações, criamos alternativas para superar nossas curiosidades. Falo nossas curiosidades, pois muito dos interesses deles eram desconhecidos para mim. Estabelecemos alguns combinados sobre o que iríamos pesquisar juntos, buscar informações na internet, entrevistas, etc. Também ficou acordado entre nós que, os pais seriam nossos parceiros nestas buscas; sendo assim, estaríamos compartilhando também nossos saberes com outras pessoas.
A cada dia, novas curiosidades surgiam e a interação e a motivação do grupo cresciam conforme o envolvimento e a participação dos alunos na busca de novos saberes, em diferentes áreas de conhecimentos.
Os projetos escolares de desenvolvimento de pesquisas são instrumentos que propiciam a aprendizagem ao saber e ao como fazer. No desenvolvimento das pesquisas, criam-se situações dinâmicas e se estabelecem relações interdisciplinares pelas descobertas, por meio de ações seqüenciais sistematizadas que favorecem à construção de conhecimentos, especialmente por serem significativas para cada integrante.





















3. Considerações Finais

Ao analisar em que momento o compartilhar de saberes acontece, pude observar o quanto esses momentos se efetivam nas buscas através dos projetos de pesquisa, onde professores e alunos se integram e se envolvem para realização das atividades. Nesta proposta diferenciada, pude constatar que o aluno tanto aprende quanto ensina, quando lhes são propostas atividades em grupo e eles fazem a escolha de temas de seu interesse. Com isso, trabalham mais motivados e encontram sentido no que estão pesquisando.
Descobri que, no momento que buscam novas informações, passam a conhecer determinados assuntos e automaticamente passam a ser autônomos em seus procedimentos.
Trabalhar com projetos de pesquisa pode parecer mais difícil por ser um processo interativo e inacabado; não tem receitas, nada está pronto, nem definido. É uma caminhada estratégica que vai evoluindo passo a passo, em tempo e jeito próprios.
Todas as incertezas e as angústias, vividas nos primeiros momentos, foram compensadas pela alegria e satisfação de sentir que meus alunos não apenas passaram pelas minhas aulas, mas viveram intensamente a cada momento; interagiram, fizeram relações, construíram conhecimentos, cresceram e acima de tudo compartilharam seus saberes. Assim pude também refletir sobre minha caminhada profissional e acadêmica.









Cláudia Regina Santos Oliveira






4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BAGNO , Marcos. Pesquisa na Escola: o que é como se faz. São Paulo .Loyola:1998

COSTA, Marisa Vorraber. Caminhos investigativos: Novos olhares em educação. Porto Alegre: Mediação, 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 14ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

NÓVOA, A (coord.). Os professores e a sua formação. 2ª ed. Lisboa. Dom Quixote, 1995.


Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: História. Brasília: MEC/SEF, 1998.


PERRENOUD, Philippe. Pedagogia Diferenciada: das Intenções à Ação. Porto Alegre: Artmed Editora, 2000.